as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Domingo, 30 de Março de 2008
CASO ANNA POLITKOVSKAIA, UM PASSO À FRENTE E DOIS ATRÁS

Nos dois últimos dias, vieram à tona algumas notícias que, à primeira vista davam a entender que havia progressos nas investigações do caso do assassínio de Anna Politkovskaia. Primeiro foi o procurador geral adjunto Viatchslav Smirnov, a declarar que era conhecida a identidade do executor do crime, adiantando que o nome estava ainda em segredo de justiça porque o homem não tinha sido detido. São, actualmente, nove os acusados no caso Politkovskaia. No dia seguinte o jornal “Komsomolskaia Pravda” publicou o nome do suspeito executor. Trata-se de um oriundo da Chechénia, Rustam Makhmudov, de 30 anos. Obviamente o quotidiano moscovita não divulgou as fontes que lhe revelaram o dito segredo de justiça. A advogada da família de Anna Politkovskaia, em entrevista à rádio Ecos de Moscovo, mostrou-se desagradada com a divulgação do nome do “pistoleiro”. “O homem ainda não foi encontrado, porque é que se divulga na imprensa o seu nome, será para o avisar para que se esconda melhor?”, comentou a advogada Anna Stavitskaia.

            No entanto, as novidades não são muitas quando se compara com o que já fora anunciado em finais de Agosto do ano passado. Nessa altura foi divulgada uma lista de nomes de suspeitos que tinham sido presos por ligações ao assassínio da jornalista. Também nessa altura houve pelo menos um nome que apareceu nos “media” antes de a polícia ter detido o suspeito. Tratava-se de Chamil Buraev, também este checheno, e que tinha sido chefe da administração da cidade de Atchkhoi-Martan (Chechénia). Foi quase por sorte que a polícia lhe conseguiu ainda deitar a mão antes que este desaparecesse nalgum “buraco”. Entre os detidos estão também três irmãos de Rustam Makhmudov, de nomes Ibraguim, Djabrail e Tamerlan, ao que parece naturais também de Atchkhoi-Martan. Por isso é pouco provável que o executor não tenha percebido que a polícia anda atrás dele, o que torna obviamente mais difícil a sua captura. Recorde-se que foi detido também um oficial do FSB (Serviço Federal de Segurança) que teria fornecido a Chamil Buraev, dados sobre a residência de Anna Politkovskaia. Chamil Buraev é apontado como o possível organizador do crime, mas está ainda por saber se o haverá ainda um nível mais alto de decisão. Por outro lado, Serguei Makarin, do Comité de Investigação da Procuradoria afirmou à agência Interfax que a identidade do executor directo do homicídio da jornalista já tinha sido estabelecida em Outubro passado.  De modo que não se percebe muito bem - houve ou não alguns progressos na resolução do caso, nos últimos tempos?


publicado por edguedes às 13:22
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