as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Sábado, 23 de Agosto de 2008
NÃO HÁ PERDÃO PARA KHODORKOVSKI

 

No meio das tensões que se continuam a viver cá por estes lados, devido ao conflito relacionado com a Ossétia do Sul, não se tem dado grande importância ao caso Khodorkovski. O facto é que Mikhail Khodorkovski (o ex-patrão da Yukos, ex homem mais rico da Rússia, etc.) viu recusado o requerimento dos seus advogados para que fosse posto em liberdade condicional provisória. Khodorkovski cumpriu mais de metade da pena de oito anos que lhe foi dada, por fuga ao fisco, burla, etc. Teoricamente poderia sair em liberdade se fosse confirmado o bom comportamento na cadeia e... se não estivesse a decorrer o segundo processo contra ele, mas esta seria outra questão. A decisão do juiz diz respeito só à condenação pronunciada precedentemente. No entanto, o juiz recusou, ao que parece, com base nos relatórios das autoridades da colónia penitenciária onde Khodorkovski cumpre a sua pena normal, e do estabelecimento de prisão preventiva, onde tem estado ultimamente, na cidade de Tchita, onde está a decorrer o segundo processo contra ele e o seu sócio Platon Lebedev. De acordo com as autoridades prisionais, Khodorkovski deve cumprir a pena até ao fim. O ex-milionário foi alvo de quatro advertências, em geral por motivos ridículos, mas três destas foram anuladas pelo tribunal e da quarta já caducou o tempo em que deve ser tida em consideração. Mas os chefes dos serviços prisionais argumentam que Khodorkovski “não se arrependeu” e por isso não deve ter direito à liberdade condicional provisória.
Os advogados e o próprio Khodorkovski parece que não alimentavam ilusões de que a causa pudesse ser vencida. “Embora isto não tenha nada a ver com a lei e a justiça, era o que estávamos à espera”, afirmam os advogados de Khodorkovski. “Usando um motivo formal e factos não comprovados, o tribunal recusou a liberdade condicional provisória de Mikhail Khodorkovski”. O que segundo os advogados é um sinal de que “os tempos em que a lei e a justiça podem ser respeitados (na Rússia), ainda não começaram, não obstante as palavras conhecidas e a posição clara do presidente Dmitri Medvedev”. Recorde-se que durante a “campanha eleitoral”, Medvedev afirmou que pretendia pôr termo às decisões dos tribunais obtidas “por dinheiro ou com telefonemas”. Por telefonemas entende-se que seriam certamente de altos funcionários... Segundo o advogado de Khodorkovski, Iuri Schmidt, por detrás do processo contra a Yukos estaria Igor Setchin, actualmente vice-primeiro-ministro (o primeiro-ministro é Vladimir Putin) e, anteriormente, vice-chefe da Administração do presidente (Putin). Setchin é também presidente do Conselho de Administração da Rosneft, a companhia petrolífera estatal, à qual foram parar uma boa parte das empresas do grupo Yukos.


publicado por edguedes às 16:37
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