as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
LÍDER NACIONAL

A assembleia legislativa da região de Sverdlovsk, aprovou ontem uma resolução, na qual pedem a Vladimir Putin que aceite “manter o papel de líder nacional e que continue a ter uma participação activa na vida política da Rússia”. A iniciativa dos deputados regionais de Sverdlovsk è semelhante a várias outras propostas que se têm feito ouvir nos últimos tempos na Rússia. O partido “Rússia Unida”, do qual Putin aceitou ser o cabeça de lista, afirma que não tem nada a ver com essas iniciativas. No entanto, foi Abdul Khakim Sultigov, coordenador do “Rússia Unida” para a política nacional, que fez a proposta mais “ousada”, considerando que Putin deveria assumir um papel de líder nacional, acima das actuais instituições políticas. Deveria haver “Assembleia Civil da Nação Russa” que representaria o povo e que deveria estabelecer um “pacto de unidade civil”. Essa mesma assembleia deveria instituir o cargo de “líder nacional”.  Alguns observadores traduziram o cargo projectado por Sultigov como o de um “pseudo-czar vitalício”. Também o movimento “Por Putin” recentemente criado defende uma lógica muito semelhante à formulada por Sultigov.

            Durante a visita de ontem a Krasnoyarsk, na Sibéria central, Putin explicou os motivos que o levavam a candidatar-se nas listas do Rússia Unida e referiu-se ao seu futuro, depois de terminado o actual mandato presidencial. O presidente admitiu que o Rússia Unida não era um partido ideal, e que tem algumas insuficiências como “a falta de uma ideologia sólida e de princípios, pelos quais a maioria dos seus membros estejam dispostos a bater-se”. Mas adiantou que “não há outro melhor”, e que o Rússia Unida tem a vantagem de “estar próximo do poder” e atribuiu parte dos sucessos da sua governação ao facto de que se podia “apoiar, na prática, na actividade do Rússia Unida”. “Se as pessoas votarem no Rússia Unida, cuja lista eu lidero, isso significa que confiam em mim, e eu adquiro um direito moral de exigir de todos os que trabalharem na Duma e no governo, o cumprimento das decisões que agora apontamos”, afirmou o líder do Kremlin. Putin não quis, no entanto, precisar qual seria formalmente o seu cargo adiantando que preferia “evitar uma resposta directa”, mas “existem diversas alternativas”.


publicado por edguedes às 15:32
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