as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
OSSÉTIA DO SUL

No princípio desta semana tive a ocasião de me deslocar à Ossétia do Sul, nomeadamente a Tskhinvali, onde os bombardeamentos e combates de 8 a 12 de Agosto deixaram marcas bem profundas. Espero poder arranjar algum tempo nos próximos dias. Entretanto ficam algumas impressões da máquina fotográfica com alguns comentários.

 

Pelas montanhas do Cáucaso passa a estrada que vai da Ossétia do Norte (Federação da Rússia) para a Ossétia do Sul. As montanhas são belíssimas, a contrastar com obras de engenharia mal acabadas, que se eencontram a cada passo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre curvas e túneis chega-se à fronteira. Depois há um túnel famoso, o de Roki. É a única passagem para transportes normais entre a Ossétia do Norte e a Ossétia do Sul. É a estrada que percorreram os tanques russos em meados de Agosto

 

 

 

Pelo caminha encontram-se várias colunas de carros armados, acampamentos militares russos de todas as dimensões. A guerra acabou, mas continua-se prontos para todas as eventualidades

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estrada que vai do túnel de Roki para Tskhinvali. Praticamente é a única estrada da Ossétia do Sul. Da parte montanhosa nas proximidades da fronteira, chega-se depois à planície.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

imagens de Tskhinvali. Não está toda destruída. É óbvio que se tende a fotografar as partes onde as marcas da guerra são mais profundas. Estas fotografias são do centro da cidade, do Parlamento e outras casas à volta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O edifício do Parlamento foi completamente destruído (ficaram só as paredes mestras) pelo fogo. Outros, à roda, apresentas sinais dos combates, buracos, vidros partidos, etc.

 

Alguns bairros foram particularmente atingidos. No entanto, as condições em que se encontravam algumas casas eram já precárias.

    Esta foi destruída pelos bombardeamentos do lado georgiano. Dizem que pelos sistemas que lançam "rockets" em série, dito "Grad". Nesta casa, onde não sobrou nada, não morreu ninguém. As pessoas tiveram tempo de se esconder numa cave de uma casa ao lado

 

 

 

 

 

O mesmo prédio de outro ponto de vista.

 

Parece que nesta casa viviam poucas pessoas, provavelmente porque a casa já não estava em grandes condições

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marina, à direita, vivia na casa que vemos em cima, a sua família são 6 pessoas. Todos se salvaram, refugiando-se na tal cave da casa ao lado. Agora vivem em casas de vizinhos.

 

Dizem que ali só morreu um homem que quis vir ver o que se passava cá fora e, nessa altura, caíu uma bomba

 

 

 

 

 

 

 

Zoia vivia numa casa ao lado, que também foi destruída. Ela refugiou-se na mesma cave com os vizinhos. Diz-nos que nunca tinha visto uma guerra assim: "bombas, aviões que faziam um barulho terrível". Parece que de guerra já tinha visto algumas. No dia em que a vimos estavo muito satisfeita porque o Ministério daa Situações de Emergência da Rússia lhe tinha dado uma tenda. Parecia que tivesse ganho uma casa.

 

 

 

Guiorgui que tem uns 10 anos, quis-me mostrar um bocado de um "rocket" que encontraram no meio das ruínas. "Um Grad", diz, como se fosse já especialista no assunto. O capacete diz tê-lo encontrado. "Alguém que se esqueceu dele"...

 

 

 

 

 

 

 

 

militares russos em Tskhinvali. Um acampamento improvisado foi instalado mesmo no centro da cidade.

 

 

 

 

Uma estátua "desfigurada" no centro de Tskhinvali. Parece um símbolo do que faz a guerra a uma terra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era o dia 1 de Setembro. Por estes lados, é o dia em que começa a escola. Também na Ossétia as crianças "enfeitam-se" para o primeiro dia de aulas e acham que é dia de festa.

para quem passou há pouco tempo por uma guerra, é uma tentativa séria de voltar à vida normal.

 

 

As fotografias que se seguem vão sem mais comentários. É o que resta de algumas aldeias georgianas ao longo da estrada principal. Os ossetas dizem que estão assim poque houve combates ali. Os georgianos dizem que as milícias ossetas vieram expulsá-los das suas casas. Ali agora não vive quase ninguém.

 

                                      

                                                   



publicado por edguedes às 21:20
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