as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
ECOS DO CASTELO

                    

 


“Mein Dorf” é o nome, bastante 'europeu', por sinal, da modesta residência oficial do presidente Dmitri Medvdev. Isto porque Vladimir Putin ficou com a residência anterior (Novaia Ogariova). Em “Mein Dorf” realizou-se, na segunda-feira, o encontro de Medvedev com a “troika” europeia por causa da situação no Cáucaso. Os resultados das negociações foram já amplamente divulgados, mas há algumas conversas de corredor que se apresentam curiosas, e que dizem respeito exactamente ao papel da UE. Pela parte russa o encontro foi anunciado como cimeira “Medvedev – Sarkozy”.... com a presença de Durão Barroso e Javier Solana. Na tenda, que ergueram no jardim do castelo para a conferência de Imprensa, foram colocadas, inicialmente, bandeiras russas e francesas (só). Nada de referência à UE. 

 

Já depois da chegada da “troika” e com as negociações em curso é que chegaram as instruções para colocar, também, a bandeira da UE. No entanto, durante a conferência de Imprensa, a “modalidade” apresentada foi que haveria só quatro perguntas. Duas do dos jornalistas russos e duas dos jornalistas franceses.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os comentários que circulavam a este respeito é que a Rússia não vai insistir muito nas relações com a UE, nos próximos tempos. As coisas complicaram-se com as posições de alguns membros, e enquanto as decisões tiverem que ser tomadas por unanimidade, vai aparecer sempre, ou quase, quem esteja disposto a meter um pau na roda da bicicleta.

 

Além disso, no próximo ano haverá duas presidências “duras” em relação a Moscovo: a República Checa e a Suécia. Pensa-se que, mesmo se por motivos diferentes, ambas vão ter uma atitude “muito exigente” para com a Rússia. Sendo assim, Moscovo prefere as relações bilaterais com as capitais europeias, para negociar contratos de gás e outras coisas.

 

 

No entanto, notei que, ao contrário da “fofocas” dos jornalistas e diplomatas, no dia seguinte, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, pôs em relevo o papel da UE na procura de soluções para a crise do Cáucaso. Talvez seja a estratégia de “uma no cravo a outra na ferradura”.



publicado por edguedes às 10:17
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