as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
SVETLANA BAKHMINA PEDE INDULTO

 

A vice-chefe do departamento jurídico da “Yukos”, Svetlana Bakhmina, que está a cumprir uma pena sob a acusação de furto de acções da companhia “Tomskneft-VNK” e de fuga ao fisco, dirigiu um pedido de indulto ao presidente russo Dmitri Medvedev. Anteriormente foi-lhe recusada, já por duas vezes, a liberdade condicional antecipada, mesmo se Svetlana Bakhmina já cumpriu mais de metade da pena de 6,5 anos, tem dois filhos menores, de 7 e de 9 anos, e está no oitavo mês de gravidez (uma vez por trimestre pode ser concedida a licença para uma visita de três dias do marido, numa “residência” da colónia). Na carta dirigida ao presidente Svetlana reconhece a sua culpa, coisa que no tribunal e até agora sempre tinha negado. Há pareceres que consideram que o pedido de indulto implica o reconhecimento da culpa. “É a minha primeira pena, tenho referências positivas da parte do meu anterior local de residência e de trabalho, e também da parte da administração da colónia penal...” escreve Bakhmina, na carta dirigida a Medvedev, e sublinha que “nunca foi nem abastada nem grande dirigente (empresarial)”, assim como “não tirou proveito nenhum dos crimes” de que é acusada. “Tudo o que eu pretendo é voltar para junto dos meus filhos”, escreve. Segundo um funcionário anónimo do Kremlin, citado pelo jornal Vedemosti, a decisão do presidente vai ser favorável. No entanto, a probabilidade de que o terceiro filho de Svetlana Bakhmina nasça na cadeia é muito grande. Calcula-se que o pedido oficial de indulto possa demorar três meses a chegar ao Kremlin. Uma carta aberta ao presidente Medvedev, a pedir o indulto para Svetlana Bakhmina, que se encontra na internet conta, actualmente, com mais de 52 mil assinaturas. Na semana passada, um grupo de representantes da “Câmara Social” da Federação Rússia também tomou a iniciativa de escrever ao presidente. Duma forma geral, há a impressão de que os casos ligados ao processo da Yukos, foram alvo de penas excessivas, em situações em que as acusações eram muito pouco consistentes. Dado que os métodos usados na companhia de Mikhail Khodorkovski não diferiam muito dos usados noutras grandes empresas da Rússia, alguns observadores pensam que por detrás das decisões do tribunal estavam decisões políticas. Deve-se ainda recordar que, ainda durante a campanha presidencial, Dmitri Medvedev propôs-se “desenraizar a prática de decisões injustas (nos tribunais) resultantes de ‘telefonemas’ ou a ‘pagamento’”. Espera-se alguns sinais positivos.



publicado por edguedes às 10:38
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