as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
MISTÉRIOS DO CASO “YUKOS”

 

Não é estranho que apareçam na Imprensa notícias contraditórias relativas a factos difíceis de verificar. Mas nas questões ligadas ao processo da “Yukos”,  há também situações em que tudo deveria ser verificável e, apesar disso, as versões contradizem-se. O mistério está relacionado com Svetlana Bakhmina, a vice-chefe do departamento jurídico da Yukos, mãe de dois filhos pequenos, que cumpriu já mais de metade da pena de 6 anos que lhe foi dada, e a quem foi recusada a liberdade condicional antecipada, não obstante esteja no oitavo mês da gravidez e tivesse referências positivas quanto ao seu comportamento. Há dias foi noticiado que Svetlana Bakhmina tinha dirigido ao presidente um pedido de indulto, admitindo implicitamente a sua culpa. Segundo uma versão, o pedido deu entrada no dia 22, e foi registado pela administração do hospital penitenciário onde se encontrava Svetlana Bakhmina. Hoje, uma notícia baseada em fontes dos serviços prisionais, dizia que ela tinha retirado o pedido. Os advogados dizem que não podem confirmar a coisa, dado que neste momento não têm acesso à sua cliente, que entretanto teria sido transferida para outro hospital. Entre outras coisas, um médico dos serviços prisionais teria dito que a transferência foi decidida pelas chefias e não ditada pelas condições de saúde de Svetlana. Um dos advogados, Roman Golovkin, afirma que a decisão de pedir o indulto tinha sido reflectida e era coerente com os acontecimentos deste último meio ano, em que por duas vezes lhe tinha sido recusada a liberdade condicional antecipada, por isso parece-lhe muito estranho que, dois dias depois, Svetlana Bakhmina se tivesse arrependido de pedir o indulto. Na opinião de Guenri Reznik, um advogado famoso e membro da Câmara Social, podem ter havido pressões para que ela retirasse o indulto. “Se uma mulher que está para dar à luz, que foi separada dos seus dois filhos menores, retira um pedido de indulto devem haver causas muito sérias”, alegou Reznik, o qual não exclui que possam ter posto condições para fazer seguir o pedido, como por exemplo, testemunhar contra o ex-presidente da Yukos, Mikhail Khodorkovski.

            Para adensar o mistério, um alto funcionário do Kremlin (anónimo) teria dito ao jornal “Vedomosti”, que não tinha sido apresentado nenhum pedido de indulto. Esta é também a tese do director dos serviços prisionais, Iuri Kalinin, que afirma que “nunca se registam essas coisas no hospital, que é um local de permanência temporária”, e alega que na colónia penal em que Svetlana Baklhmina cumpre a pena "não há nada".

            Um outro advogado de Bakmina, Ruslan Smakaev, afirma por seu lado que viu o requerimento da sua cliente, no dia 22, na secretaria da colónia penal.

            Além da recolha de assinaturas que está na internet (www.bakhmina.ru), que já conta com cerca de 75 mil subscrições, a favor da concessão do indultoa Svetlana Bakhmina pronunciaram-se várias personalidades, entre as quais Mikhail Gorbatchov.



publicado por edguedes às 15:53
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

24
25
26
27
28
29

30
31


posts recentes

VICTOR HUGO PONTES NO "IN...

RÚSSIA E POLÓNIA DEPOIS D...

RE-START

"SHAKHIDKA"

AINDA ATENTADOS

METROPOLITANO DE MOSCOVO ...

METROPOLITANO DE MOSCOVO ...

METROPOLITANO DE MOSCOVO ...

RECOMEÇAR

ASSASSÍNIO DE SACERDOTE C...

arquivos

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

tags

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds