as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
POLITKOVSKAIA: ECOS DA SALA DO TRIBUNAL

 

 

            O processo do caso do assassínio de Anna Politkovskaia entrou finalmente na fase em que começaram a ser ouvidas as partes. Durante a sessão de hoje, conforme referem alguns dos jornalistas presentes, foram ouvidos inicialmente os filhos de Anna Politkovskaia, Ilia e Vera. O juiz interessou-se sobretudo pelo que se passou no dia em que a jornalista foi assassinada. Ilia contou que tinha falado ao telefone com a mãe, que tinha ido fazer compras a um supermercado e tinham combinado que ele viria ter com ela a casa para ajudar a descarregar as compras. Quando chegou viu a entrada do prédio cercada pela polícia... A irmã, que naquela altura vivia com a mãe, estava em casa e ainda não sabia do que se tinha passado. Vera referiu que a mãe tinha suspeitado da presença de pessoas estranhas no prédio, dias antes do desfecho da tragédia. Dizia que os achou estranhos, mas que não cheiravam a álcool, como é frequente nos sem-abrigo da capital russa. A jornalista recomendou à filha que tivesse cuidado, sobretudo tendo em conta que estava no quarto mês de gravidez. Ilia referiu também que nos últimos cinco anos Anna Politkovakaia tinha sido várias vezes ameaçada por causa do material que publicava. Alguns artigos da jornalista levaram à abertura de processos contra personagens vários, inclusivamente militares que cometeram abusos na Chechénia. Por seu lado a acusação começou a apresentar as provas que tinha, partindo da gravações da câmara de vigilância instalada na casa onde vivia a jornalista. Pelas imagens via-se que o presumível autor do crime tinha entrado no prédio às 16.01 (do dia 7 de Outubro de 2006), Anna Politkovakaia entrou às 16.11.54 e já às 16.12.18 o suposto “killer” sai em passo apressado. No local tinham sido disparados cinco tiros.

  

 

 

 a chegada do "killer".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a chegada de Anna Politkovskaia 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         

 

e a saída depois de consumado o crime

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O “timing” do executor parece uma confirmação que o trabalho de seguir as movimentações da jornalista era feito por mais do que uma pessoa. Foi provavelmente para essas tarefas que foram requeridos os serviços dos irmãos Ibraguim e Djabrail Makhmudov, que estão no banco dos réus.  



publicado por edguedes às 20:39
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