as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Sábado, 20 de Dezembro de 2008
CASO YUKOS. CARA LIBERDADE

 

 

Vassili Alexanian, o ex-vice-presidente da Yukos que se encontra sob prisão preventiva há três anos e que está gravemente doente, tem a possibilidade de ficar (neste caso não se pode usar o verbo “sair”) em liberdade condicional, sob caução. Só que a caução decidida pelo tribunal, já no passado dia 8, foi de 50 milhões de rublos, o que é equivalente a 1,3 milhões de euros. Já na altura, os comentários alternaram-se entre as congratulações pela “atitude humana” do tribunal, e as dúvidas de que a verdadeira intenção fosse de conceder a liberdade a Alexanian. Na opinião do próprio Alexanian, a decisão do tribunal é “gozar cinicamente com a lei e o bom senso”. Obviamente, Alexanian não dispõe de tal quantia e não tem condições para desenvolver qualquer acção para angariar fundos. Passados 10 dias, foi iniciada uma recolha de fundos, por iniciativa de ex-colegas e familiares, mas as esperanças de que se consiga juntar a referida quantia, a tempo do interessado poder beneficiar da liberdade, não são muitas. Alexanian está internado numa clínica sob escolta de quatro guardas. Sofre de SIDA em grau adiantado, foi-lhe detectado um cancro do sistema linfático e, recentemente foi-lhe extraído o baço e ainda se encontra a lutar com complicações pós-operatórias. Segundo a sua advogada Elena Lvova, ele foi submetido a três cursos de quimioterapia, sem resultados. A sua liberdade significa, de facto, que se livra dos quatro guardas que lhe fazem companhia. Na clínica deverá continuar. Alexanian não recebeu tratamento adequado durante um longo período da sua permanência na prisão e só em Fevereiro, o tribunal autorizou a sua transferência do estabelecimento prisional para uma clinica especializada. Por outro lado, o advogado Guevorg Danguian afirma que já caducou o prazo referente à principal acusação que pende sobre Alexanian, por isso ele deveria ser posto em liberdade sem nenhuma caução.

            Alexanian é acusado de ter “furtado acções e bens da companhia Tomskneft”, factos que se referem a 1998 e 1999, quando ele era chefe do departamento legal da Yukos. No entanto, ele expôs-se sobretudo ao aceitar exercer o cargo de vice-presidente quando a Yukos já estava a ser pressionada pelas autoridades e Mikhail Khodorkovski já estava na prisão. 



publicado por edguedes às 10:22
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