as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
OUTRA VEZ EM PRETCHISTOE

 Há alguns dias atrás desloquei-me novamente a Pretchistoe, a aldeia onde vive a Alexandra, que veio em Maio para a Rússia, depois de a mãe, Natália Zarubina, ter tido a sentença favorável do tribunal. A minha impressão sobre a Alexandra é que está agora muito mais à vontade, arranjou amigas e exprime-se razoavelmente em russo. Comparando com as fotografias que eu tinha tirado há três meses, nas tiradas agora não é difícil de apanhar a Alexandra a sorrir. Ajuda certamente a relação com a Nastia, que parece estar sempre a “puxar” pela Alexandra, e o convívio com outras crianças no infantário.

A situação geral da família é apresenta “fragilidades”. Nas aldeias russas abunda o álcool e a casa dos Zarubin não é excepção. No entanto, quando la estive, todos estavam perfeitamente normais. A pessoa que segura o leme da família é a avó Olga, que, não obstante esteja oficialmente reformada, continua a fazer a contabilidade num asilo, e dá de comer a toda a família. A irmã mais velha, a Valéria, mudou muito, pelo menos externamente, penteado, maneira de vestir. Dezasseis anos, é normal... O primo, Alexandre, de dez anos, que antes parecia o candidato a parceiro de brincadeiras da Alexandra, apareceu pouco. Talvez por o “espaço” estar ocupado pela Nastia...



publicado por edguedes às 10:26
link do post | favorito

De Cristina a 21 de Setembro de 2009 às 10:40
Caro Eduardo Guedes

Tenho lido as suas reportagens sobre o caso Alexandra no JN e devo dizer que as acho bastante superficiais e tendenciosas (ou seja, não dando espaço aos vários lados envolvidos, como mandam as regras do jornalismo). Será que, conhecendo todos nós os pormenores deste drama pela imprensa russa, não nos consegue transmitir mais do que frases simples e pormenores formais? Qual o estado psicológico da família russa? Quais as relações estabelecidas entre a Administração local e a Natália? Que pressões tem tido esta família? Porque mudou a avó Olga de ideias quanto à mudança para Portugal após o dia 8 de Setembro?
E mais do que isso: Você que é português, porque não entrevista a menina e não lhe pergunta o que ela sente depois de ter saído de Portugal, o que pensa, que expectativas tem, como é o seu dia-a-dia? É difícil ter um pouco mais de profundidade nas suas reportagens? Ou alguém lhe paga para dizer só bem da Rússia? Para quê limitar-se a traduzir notícias russas (pouco objectivas) e apresentá-las como artigos originais, o que aconteceu mais de uma vez? Nós queremos bom jornalismo, a Verdade e não papagaios das autoridades russas!


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

24
25
26
27
28
29

30
31


posts recentes

VICTOR HUGO PONTES NO "IN...

RÚSSIA E POLÓNIA DEPOIS D...

RE-START

"SHAKHIDKA"

AINDA ATENTADOS

METROPOLITANO DE MOSCOVO ...

METROPOLITANO DE MOSCOVO ...

METROPOLITANO DE MOSCOVO ...

RECOMEÇAR

ASSASSÍNIO DE SACERDOTE C...

arquivos

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

tags

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds