as coisas que conta um português que anda pela Rússia
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
O SUCESSOR

 

 

            Finalmente foi revelado do grande segredo do Kremlin. O nome do sucessor de Vladimir Putin, que parecia apostado em manter o povo em “suspense”, e dependente da confiança ilimitada no “líder nacional”. Putin várias vezes tinha conseguido fintar descaradamente politólogos, jornalistas e outros adivinhos dos destinos do mundo, nomeando para primeiros-ministros e chefes da Administração da Presidência, pessoas que estavam completamente fora das expectativas. Desta vez não. Foi escolhido o top do ranking dos sucessores. Bem, a demora de Putin em pronunciar-se já fazia prever que não iria propor um nome muito estranho, porque, mesmo com toda a confiança que os russos depositam no “líder nacional”, poderia não ser fácil votar num nome que não tiveram tempo de aprender.

            Dmitri Medvedev é, provavelmente, o candidato do consenso. Embora tenha sido um dos mais estreitos colaboradores de Putin, continua a ser considerado um liberal, ou melhor, um dos representantes da ala liberal do círculo de Putin. Por oposição, Serguei Ivanov, que se alternava com Medvedev no topo da escala dos sucessores, é visto como um expoente da ala das “forças”, que significa sobretudo, dos ex-KGBchniki. Deste ponto de vista a escolha de Medvedev pode ser considerada um progresso.

            Medvedev, estudou na faculdade de Direito de S.Petersburgo, tal como Putin, e foi professor de direito durante a década de noventa, tendo colaborado com Putin no município da cidade. Foi para Moscovo quando Putin era primeiro-ministro e, desde então tem sido um dos homens em que o actual presidente mais confia.

            As perguntas, cujas respostas só saberemos mais tarde são:

- o que é que vai fazer Vladimir Putin?

- como vai ser a relação entre Putin e Medvedev-presidente?

- até que ponto vai o liberalismo de Medvedev?

- quem vão ser os colaboradores do novo presidente?

- terá coragem de mudar algumas orientações?  

 

Enfim não vamos continuar a lista, porque se tende a entrar mais nos detalhes e, para todos os efeitos, continuamos sem as respostas.

Uma coisa parece certa. As eleições presidenciais vão ser ainda mais despidas de enredo do que o que foram as parlamentares russas. Medvedev vai buscar votos ainda à pequena área liberal, que ainda subsiste.


publicado por edguedes às 13:04
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